A fragilidade política de Dilma está criando um partido maior que o governo, que dita os rumos do governo

Embora soe como uma falsa modéstia, a análise não está errada, de acordo com César Romero, professor de ciência política da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). “Com um governo fragilizado, é claro que os aliados cobram um preço maior para declarar apoio”, afirmou ele, tomando o cuidado de não repetir o termo achacadores dito pelo ex-ministro da Educação Cid Gomes, antes de ser defenestrado do cargo a pedido do PMDB, na última quarta-feira.
Para Romero, a fragilidade de Dilma é um fenômeno curioso, que a torna semelhante aos ex-presidentes Fernando Collor, hoje senador pelo PTB, mas eleito presidente em 1989 pelo nanico PRN, e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), eleito e reeleito presidente em 1995 e 2002. No primeiro caso, como a vantagem de Collor sobre Lula foi apertada (53% a 47%), a oposição (na época o PT) forçou o terceiro turno até o impeachment. Já FHC, ao ser reeleito em 1998, alterou a política econômica — mais especificamente a questão cambial — sem avisar previamente os eleitores, desagradando à base.
Nenhum comentário:
Postar um comentário